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domingo, 15 de novembro de 2020
Hino Nasci Mal
O petróleo no Ipiranga
Às margens sálicas,
E pesado é o grande elefante,
Tirou a liberdade de povos lúcidos,
E brilhou na sua tela alienante,
Seu senhor é um covarde,
Censurou sua cultura e sua sorte,
E no meio da atrocidade,
Nos vestiu e estuprou até a morte!
Ó pátria cega,
Idolatramos só covardes.
Brasil de roubo intenso e ilícito
O horror e a matança a gente esquece,
Mas o poema bem escrito e muito lírico
À imagem dos safados engrandece.
Cortaram tua própria natureza,
Teu machado foi escroto e impiedoso,
E teu futuro espelha incerteza.
Terra roubada,
entre outras mil és tu Brasil,
pátria dourada,
Levamos tua água em um cantil,
Te apontando um fuzil.
Cobrado eternamente o terço “esplêndido”,
Ao som da refeição, teu osso duro,
Faturas ó ''senhor'' com toda América,
E compre o seu luxo com meu lucro.
Nossa terra, poluída,
Seus bisonhos fundos campos têm mais dores;
Nossos bosques têm feridas,
Nossas vidas entre porcos ditadores.
Ó pátria otária,
desgraçada,
alguém nos salve!
Brasil de horror eterno seja símbolo,
O escravo será sempre torturado,
E mire no quilombo desta fábula,
Pão no futuro e circo no passado.
Se ergue da justiça a própria morte,
Sem ter quem empurrar a gente chuta,
E cale com suborno quem lhe importe.
Terra ferrada.
Entre outras mil és tu Brasil pátria roubada,
Da ignorância e da mente servil,
Pro caralho Brasil.
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