Forças em harmonia, estão ali, vida e morte,
concentradas, conjuradas e conjugadas...
inutilmente hei de estripa-las e contestá-las;
Mas é o drama, é a vida, é a força, a perda, a queda, alegria...
é sucumbir, cair, perder, resistir,
dobrar-se, torcer, sumir, morrer...
desistir, retomar, insistir, ceder;
é a vida-poder que atravessa você
e mostra o belo no fogo que lhe queima...
sem lhe queimar querer;
fogo invisível que queima sem arder
o fogo esperto do santo espírito,
espirro por excesso, gotas de prazer!
o fogo esperto do santo espírito,
espirro por excesso, gotas de prazer!
Além de mim e de você
PERDER, VIVER, PODER, MORRER.
Como sonho retumbante
a vida atravessa como rio às pressas,
flechas que cortam e furam com furor
ferozes santos que sucumbem ao temor
amor tão potente que causa ardor
flor tão perene nos toma de amor...
pedras podres sangram tinta...
tenho dez, tenho cem, tenho trinta!
e o sacrifício solícito parece-nos vício
parece-nos certo
parece suplício
parece-me mesmo que somos precipício
príncipes, dionísio,
luz no fim do túnel, tom vivo em desabrigo
apolos, abismos...
magnânima magnitude
magnética da juventude...
somos a flor possível
e o lodo necessário,
algo entre o ente e o vário,
o caos e o outro,
o pranto e a lágrima,
a carne e o sufoco,
o suor e a espada!
o poço e a estrada
tomado de assalto
o santo assaltou
a vida consumada!
enfim, hei de estar
entre o ser e o nada
o homem e o moço
o gênio e o louco!
na corda bamba
bambeio um pouco;
vã vaga a sombra
que visitou as entranhas estranhas das sombras astrais...
carne demais, vida demais, luz ressequida por entre os vitrais;
é vida na quietude, vibração prismática, cósmica, dores e paz
- o desejo pela vida ressoava a luz nos excessos d'umbrais
estáticas renasceram em movimentos ovais
as cólicas nas vidas dos úteros ancestrais;
vã dançou à sombra vaga
e visitou as entranhas estranhas astrais...
entranhou-se às entradas
e entupiu-lhe os vasos das cordas vitais!
dobra o sino
deus meninopara nosso bem;
vem de longe
para e fica
morde vento
vira cobra!
como monge
viro flor
comovida
dou a volta
o amor espelhado tomou São Tomé
e bento na fé benzeu a si mesmo
perdoou a si mesmo, elevou-se a si...
É um drama, levantei, aplaudi
e sorri!
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